IAM remove trepadeiras da Colina da Guia para manutenção florestal

   
Data de Publicação: 09/09/2022

Nos últimos anos, os tufões prejudicaram muito as zonas florestais de Macau, levando ao rápido crescimento de trepadeiras nesses locais, cobrindo em grande escala a área de floresta, afectando o crescimento normal das árvores e impedindo a renovação natural das florestas. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) iniciou, de forma faseada, os trabalhos de recuperação florestal, tendo sido recentemente removidas as plantas de Hypserpa lustrosa, kudzu lobado, ramas de sebe, e as de espécies exóticas invasoras, como glória-da-manhã palmada e Mikania trepadora, nas redondezas da Colina de Guia, bem como as árvores murchas, resíduos domésticos, etc. Após a remoção das trepadeiras, serão desenvolvidos trabalhos preparatórios de plantação de árvores, como, por exemplo, a escavação de caldeiras, aterro com solo exterior, melhoramento do solo, entre outros, dependendo da situação da zona florestal ao redor da Colina da Guia.

Um habitat florestal saudável deve incluir plantas herbáceas, arbustos, árvores de forma bem estratificada, dispondo de valor para a biodiversidade. Embora, nos últimos anos, vários montes de Macau parecem verdes, de facto, sofreram os danos causados pelas trepadeiras. Para que a parte afectada da zona florestal não perca graduamente a sua função ecológica, nem prejudique a parte saudável da mesma e a sua paisagem, o IAM continua a prestar manutenção e remoção de trepadeiras nas diferentes zonas florestais, tendo efectuado esses trabalhos nas zonas florestais das Colinas da Taipa Grande e da Taipa Pequena, do Trilho de Coloane, do Trilho do Óscar, do Parque de Merendas do Altinho de Ká Hó, e adjacentes à Povoação de Hác Sá.

O IAM planeia desenvolver gradualmente os trabalhos da 4.ª fase de recuperação florestal em cinco locais de três zonas, incluindo a Colina da Guia, em Macau, o lado norte do Monte Ká Hó/Estrada do Altinho de Ká Hó e o sul do Alto de Coloane, em Coloane, numa área total de 35 hectares. De acordo com a situação actual de cada zona e as suas características geográficas, foram divididos em três os tipos de zonas específicas de recuperação, sendo, respectivamente, de ecologia, de protecção costeira, e de aparência da floresta. As tarefas preparatórias da reflorestação de cada zona específica incluem a conservação das árvores existentes, a remoção das trepadeiras e árvores murchas e em risco e das plantas invasoras exóticas, assim como a escavação e melhoramento do solo, entre outros procedimentos.