IAM inspeciona estabelecimentos de produtos alimentares nas zonas inundadas

  
Data de Publicação: 19/08/2020

Durante a passagem do tufão, alguns estabelecimentos de comidas e lojas foram afectados por inundações. Para garantir a segurança alimentar, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) destacou, de imediato, pessoal para inspeccionar os estabelecimentos de produtos alimentares nas zonas inundadas, após ter sido baixado o sinal n.º 8 de tufão, não tendo, por enquanto, detectado qualquer infracção. Este Instituto apela para que o sector e o público prestem atenção à higiene alimentar e ambiental, realizando bem os trabalhos de limpeza e desinfecção. O IAM irá continuar a destacar pessoal para os estabelecimentos de comidas, lojas de venda a retalho, armazenamento de produtos alimentares e armazéns frigoríficos nas zonas afectadas, no sentido de proceder à investigação e prestar apoio nos trabalhos de recuperação. Após a remoção do sinal n.º 8 de tempestade tropical, o IAM destacou de imediato pessoal para inspeccionar os estabelecimentos de produtos alimentares, a fim de conhecer a situação dos comerciantes afectados e, após a inspecção preliminar, não recebeu nem detectou alimentos afectados pelas inundações. O IAM apela ao sector para que as actividades comerciais sejam suspensas até que esteja concluída a limpeza dos estabelecimentos. Caso se verifique a existência de sinais de decomposição, anormalidade na aparência, suspeitas de que os alimentos se encontrem deteriorados ou possam ter sido molhados, não se deve processar, vender ou consumir os mesmos. Os alimentos e talheres descartáveis cuja embalagem tenha sido danificada pela água ou não seja impermeável nem selada devem ser descartados. O sector deve utilizar água potável segura para tratar os alimentos e para a limpeza de utensílios, instalações e equipamentos. A par disso, todos os utensílios, equipamentos, áreas de produção de alimentos, áreas de armazenamento e de refeições que tenham contacto com os alimentos devem ser limpos e desinfectados antes de serem utilizados. O IAM frisa que os alimentos descartados devido a inundações comportam riscos alimentares e definitivamente não são adequados para o consumo humano. Os alimentos contaminados sujeitos a destruição devem ser transportados directamente para serem eliminados, de acordo com as instruções das autoridades, de forma a impedir que outras pessoas os recolham e evitar a repoluição do ambiente. Se qualquer pessoa mantiver o processamento, fornecimento e venda de alimentos descartados, corrompidos ou deteriorados, para o consumo de outrem, incorre em violação da Lei de Segurança Alimentar, e está sujeita a uma sanção que pode ir até às 600 mil patacas ou cinco anos de prisão. O público pode aceder à Rede de Informação sobre Segurança Alimentar (www.foodsafety.gov.mo) ou ao “Guia sobre a Prevenção de Desastres e para Garantir a Segurança da Água Potável e dos Alimentos nos Socorros após Catástrofes” na aplicação para telemóvel "Informação sobre Segurança Alimentar", para ler as informações sobre segurança alimentar após inundações e suspensão de fornecimento de energia eléctrica. Em caso de qualquer dúvida sobre segurança e higiene alimentar ou verificar actos de violação, pode ligar para a linha aberta de segurança alimentar, através do número 2833 8181, para consulta ou denúncia. Além disso, após o tufão, os alimentos frescos e vivos voltaram a ser fornecidos a Macau, com o Novo Mercado Abastecedor, o matadouro, o posto de inspecção de produtos aquáticos e os mercados a retomarem as operações normais, de modo a garantir um fornecimento estável de alimentos para a subsistência dos cidadãos.